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Director da agricultura constata avanços do ADSWAC no Calai

O Director Municipal da Agricultura, Pecuária e Pesca do Calai, Liwoyo Lote, visitou as actividades do Projecto ADSWAC na comunidade de Lupolo e no Centro de Acção para as Alterações Climáticas (CAAC) Regional de Calai, onde constatou avanços na produção agrícola, no acesso à água e nas práticas de adaptação às alterações climáticas.

Acompanhado por técnicos da Direcção Municipal da Agricultura, Pecuária e Pesca, o responsável esteve na Organização de Produtores de Lupolo, onde conheceu o campo de demonstração e aprendizagem e as parcelas dos 44 produtores apoiados pelo projecto.

Cada produtor dispõe de uma parcela de 17 por 30 metros, equivalente a 510 metros quadrados, integrada numa área agrícola de 2,25 hectares, vedada com arame farpado.

No local, a comitiva conheceu também o sistema de abastecimento de água instalado pelo projecto, alimentado por 14 painéis solares, que inclui um chafariz comunitário e um bebedouro para o gado. A solução facilita o acesso à água para as famílias, a produção agrícola e os animais, reduzindo também a necessidade de deslocação para zonas onde existe maior risco de encontro com crocodilos e hipopótamos.

Para Verónica Mungumba, tesoureira da Organização de Produtores de Lupolo, as melhorias já são visíveis no dia-a-dia dos agricultores.

“O nosso ânimo mudou. Agora temos água, temos sementes, temos o terreno vedado e temos melhores condições para produzir.”

A visita prosseguiu no CAAC Regional de Calai, onde o Director Municipal conheceu o campo de demonstração, utilizado pelos produtores para aprender e experimentar técnicas agrícolas adaptadas às condições locais.

Actualmente, o campo apresenta culturas como alface, couve, repolho e tomate, além de viveiros com mais de 1.600 mudas de espécies frutíferas e medicinais.

No município do Calai, o Projecto ADSWAC acompanha 30 Organizações de Produtores e 30 Associações de Utilizadores de Água, trabalhando na melhoria da produção agrícola, na gestão dos recursos hídricos e na organização das comunidades. O projecto desenvolve ainda o Programa de Escolas Verdes em cinco escolas, envolvendo 25 professores do ensino primário em actividades de educação ambiental e adaptação às alterações climáticas.

Depois da visita, Liwoyo Lote destacou a evolução observada em comparação com a sua deslocação anterior, realizada cerca de seis meses antes.

“É notável a evolução registada. Encontramos melhores condições de produção, maior organização e infra-estruturas que estão a responder às necessidades das comunidades.”

O responsável chamou ainda a atenção para a importância de conservar as estruturas e dar continuidade ao trabalho iniciado.

“O mais importante agora é que os produtores se apropriem dos resultados, continuem a aplicar os conhecimentos adquiridos e cuidem das infra-estruturas.”

A visita permitiu acompanhar de perto o trabalho desenvolvido em Lupolo e no CAAC de Calai, mostrando os avanços na produção, no acesso à água e na preparação das comunidades para lidar com os efeitos das alterações climáticas.